Volta ao atraso: Votar em Flávio é retroceder décadas em direitos e salário

Caríssimo/a professor/a,
Caríssimo/a técnico/a administrativo/a,

Com nossos cordiais cumprimentos, queremos convidá-lo/a a refletir conosco sobre dois temas de seu cotidiano: sindicatos e negociações coletivas!

Todos os dias da semana, do mês e do ano, sem falta, ouvimos muitos questionamentos sobre a importância, a necessidade e a atualidade dos sindicatos. A maioria com a finalidade de os desacreditar. Não é verdade?

Muitos políticos, como o candidato Flávio Bolsonaro, fazem de tudo para os detonar. Quem se deu ao trabalho de ler o programa desse candidato, com o arrogante título “Para o Brasil vencer o atraso”, nele constatou que seu objetivo é o de acabar com os sindicatos e deixar os/as trabalhadores/as relegados/as à própria sorte. Ou seja, cada um/a, individualmente, terá de negociar com os empregadores o salário e as condições de trabalho. Isso, numa relação de total desequilíbrio.

Aqui, te propomos a primeira reflexão: qual é a força do/a trabalhador/a sozinho, sem a proteção sindical, para negociar com o poder econômico do empregador? Você tem alguma dúvida sobre a disparidade de forças entre eles? Nós, não temos.

A impropriamente chamada negociação direta (acordo individual), entre empregado/a e empregador, assemelha-se ao embate entre o pote de ferro e o de barro, da fábula de Esopo, com o título livre de “Os dois potes ou vasos”. Não há necessidade de dizermos quem é cada um dos potes. Concorda?

Sem prejuízo de justas críticas que você tenha a fazer aos sindicatos, também as temos, já parou para pensar como seria a vida dos/as trabalhadores/as sem eles? O respeitável e mundialmente admirado Papa Francisco, recém falecido, tinha a exata dimensão do papel sindical. Em encontro com sindicalistas de várias partes do mundo, em 2017, afirmou que são os sindicatos quem dão voz a quem não a tem: você, nós e todos/as os/as demais do mundo inteiro! Ainda, segundo o Papa, quando fazem isso — e o faz todos os dias —, tal como os profetas, nascem e renascem.

Você já se perguntou se existe negociação coletiva sem sindicato? A resposta é simplesmente não. Aliás, a própria Constituição Federal — a Constituição cidadã —, diz com todas as letras, no Art. 8º, VI, que é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas.

Outra reflexão importante, que direitos são garantidos fora da negociação coletiva? Pouquíssimos, depois da reforma trabalhista de 2017, que Flávio Bolsonaro diz que vai aprofundar, para sepultar a CF e a CLT; ficando valendo só o que cada um/a negociar com o patrão.

Você teria piso salarial, bolsa de estudo, adicional por titulação e tempo de serviço e muitos outros assegurados pelas convenções coletivas (CCTs)? A resposta é um redondo não.

A mais elementar das perguntas que temos de fazer: haveria reajuste salarial sem convenção coletiva? Claro que não. Isso porque, desde o dia 1º de julho de 1994, data de implantação do plano real, todo e qualquer reajuste salarial depende de sua previsão e garantia em convenções e acordos coletivos (ACTs).

Você saberia dizer quanto foi a inflação acumulada nos últimos trinta e dois anos, ou seja, desde o início do plano real? A calculadora do Banco Central responde: foi de 812%, até julho de 2026.

Como não há reajuste salarial assegurado por lei, você já se perguntou quanto valeria o seu salário, hoje, se não fossem as negociações coletivas desse período? O que valia um real, em julho de 1994, valia onze centavos, em julho de 2026. Ou seja, se não fossem as CCTs e os ACTs, negociados pelos sindicatos, seu salário não valeria nada atualmente.

Mais um dado que demonstra a importância e a dimensão social das negociações coletivas, de 2007 — ano em que o Sistema Mediador do MTE começou a registrar CCTs e ACTs — até 2025, foram registrados nada menos que 747.378 instrumentos coletivos.

Outra reflexão importante, você saberia dizer quanto do salário-mínimo de R$ 1.621,00 representa valorização, isto é, correção acima da inflação, negociada pelas centrais sindicais com o governo Lula, em 2003? Nada menos que R$ 807,30. Equivale a dizer, se não fosse essa política de valorização, criada e recriada pelo presidente Lula, o salário-mínimo seria de apenas R$ 813,70. Exatamente a metade do que vale.

Temos, ainda, a te propor duas reflexões, que são: Você sabe qual foi a valorização do salário-mínimo no governo Bolsonaro, que terá continuidade se Flávio Bolsonaro for eleito, segundo afirmação do próprio candidato?  Não houve nenhuma valorização. Registra-se que, no primeiro dia do governo Bolsonaro, 1/1/2019, o salário-mínimo teve aumento de 1,14%, não por vontade dele; mas porque já estava definido, antes de sua posse. Nos três anos seguintes, 2020, 2021 e 2022, a correção foi apenas pela inflação.

A última reflexão: procure no programa de governo de Flávio Bolsonaro se há alguma referência à valorização do salário-mínimo. Você não encontra nenhuma. Simplesmente, não há referência ao salário-mínimo. A isso e coisas de igual gravidade, ele chama de programa para o Brasil vencer o atraso.

Por tudo isso e muito mais, perguntamos: vale a pena votar nesse candidato? Nós, afirmamos, com convicção, que não vale; a não ser que queiramos mergulhar o Brasil nas trevas.

Sugerimos-lhe que reflita bem antes de votar e decida votar pelo bem do Brasil, votando em Lula. Bem assim, que compartilhe com os/as colegas, amigos/as e familiares essas singelas reflexões.

Brasília, 13 de setembro de 2026

Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino — CONTEE

betciostarzbetankara escortjojobetultrabetjojobetjojobetcasibomHoliganbetHoliganbetCratosroyalbetPusulabetPusulabetHoliganbetJojobetgrandpashabet girişgrandpashabet girişjojobet girişstarzbetjojobetJojobetJojobetMarsbahisholiganbetjojobetjojobetjojobetsekabetjojobetMarsbahiscasibomjojobetstarzbetMarsbahisMarsbahis GirişBahsegelMarsbahis Jojobet Girişjojobet girişmarsbahis girişjojobet girişMarsbahisMarsbahis