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14 de novembro – Dia Nacional da Alfabetização

 Adv. José Geraldo de Santana Oliveira

Assessor Jurídico do Sinpro Goiás

Consultor Jurídico da Contee.

 

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O ser humano é infinito na plenitude de seu viver. Até mesmo na existência física, ele se torna infinito, pois que continua a após a morte, por meio de seus descendentes: geração após geração.

A necessidade de preservar a espécie e de vida social, a inquietude e a insaciável busca do desconhecido e da construção do novo, fizeram-no humano, no mais amplo significado de seu ser.

Estes seus predicados possibilitaram-lhe a sua transformação de tosco vivente em sábio construtor do conhecimento e, portanto, de um mundo novo, que se renova a cada dia, pelo incessante desafio que lhe impõe.

Neste eterno e desafiador processo de criação e recriação, de si mesmo e do mundo social, que, paradoxalmente, condiciona-o e transforma-o, a educação, como único e eficaz meio de transmissão dos conhecimentos e já adquiridos e da construção de novos, é a mola mestra, ou, metaforicamente falando, a pedra de toque. Em uma palavra: a educação é o instrumento social de construção do ser humano.

A educação não possui tempo nem fronteira: acompanha e guia o ser humano, do seu despontar ao seu ocaso; é por meio dela que ele se faz humano, ao integrar plenamente o seu meio social e participar de sua construção e reconstrução.

Por isto, a alfabetização, entendida no seu mais amplo significado,  é o farol do ser humano; é por meio dela que ele se desenvolve como pessoa, prepara-se para o exercício da cidadania plena e qualifica-se para o trabalho.

A escola integral é o único caminho seguro e eficaz para que o ser humano adquira estes predicados, sem os quais ele é um estrangeiro em sua própria época e uma estrela sem brilho.

Na hodierna sociedade do conhecimento, o ser humano que não é alfabetizado, isto é, não  adquire os conhecimentos formais e sociais construídos, é, indiscutivelmente, um desventurado, por dispor das ferramentas necessárias à plena integração social.

Não há uma só oferta de ingresso no mundo  do trabalho que não exige conhecimento formal e qualificação profissional, que, graças às sofisticadas técnicas de desenvolvimento, somente são adquiridos pela educação escolar.

Inviabilizar o acesso à escola e a permanência nela, com êxito, a um ser humano, é negar-lhe o direito à vida; é condená-lo à morte em vida, parafraseando o personagem do escritor italiano Luigi Pirandello, da obra O Falecido Matia Pascal, que estava morto para a vida e vivo para a morte. Assim se encontra o ser humano que não foi alfabetizado.

Por tudo quanto se disse, o dia da alfabetização deve ser rememorado, comemorado, difundido e  cantado, em prosa e verso, pois é ela a chave para a vida.

         José Geraldo de Santana Oliveira